Prazo da declaração começa em 16 de março e preparar a documentação com antecedência evita erros e atrasos.
Com a proximidade do período de entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026, referente ao ano-base 2025, empresários e profissionais que possuem renda proveniente de empresas, investimentos ou participações societárias precisam redobrar a atenção com a organização dos documentos.
O envio da declaração terá início no dia 16 de março, com prazo final em 29 de maio. Embora o período seja relativamente longo, especialistas recomendam preparar a documentação com antecedência. Além de reduzir o risco de erros, quem entrega a declaração mais cedo também aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.
Para empresários, a atenção deve ser ainda maior, já que rendimentos como pró-labore, distribuição de lucros, participações societárias e investimentos precisam ser declarados corretamente para evitar inconsistências com as informações enviadas pelas empresas e instituições financeiras.
A seguir, confira os principais documentos que devem ser separados antes de iniciar o preenchimento da declaração.
Documentos básicos
Antes de começar a declaração, é importante reunir informações pessoais e dados cadastrais atualizados. Entre eles:
- Documento de identificação com CPF e RG
- Endereço atualizado
- Número de cadastro no INSS (PIS ou NIT, no caso de autônomos)
- Dados completos dos dependentes
- Número do recibo da declaração do ano anterior
- Dados da conta bancária para restituição ou pagamento
- Certificado Digital (e-CPF) ou conta gov.br, se houver
Comprovantes de rendimentos
Empresários devem reunir todos os documentos que comprovem suas fontes de renda ao longo de 2025. Isso inclui:
- Informes de rendimentos de empresas (salários, pró-labore, distribuição de lucros ou pagamentos por serviços prestados)
- Informes de instituições financeiras, incluindo contas bancárias, poupança, aplicações, previdência privada e investimentos em ações
- Rendimentos de aposentadorias
- Aluguéis pagos ou recebidos
- Pensões alimentícias pagas ou recebidas
- Outros rendimentos, como doações, heranças ou valores recebidos em processos judiciais
- Rendimentos de dependentes
Bens, direitos e participações
Outro ponto importante da declaração é a atualização do patrimônio do contribuinte. Por isso, é necessário ter em mãos:
- Extratos de consórcios, financiamentos e demais dívidas
- Documentação de imóveis, veículos ou outros bens
- Documentos relacionados a participações societárias em empresas
Despesas que podem ser deduzidas
Alguns gastos podem reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar a restituição. Para isso, é fundamental guardar os comprovantes originais com CPF ou CNPJ do prestador do serviço. Entre eles:
- Despesas médicas, como planos de saúde, consultas, exames, tratamentos, dentistas e hospitais
- Gastos com educação em ensino infantil, fundamental, médio, técnico ou superior, incluindo pós-graduação, limitados a R$ 3.561,50 por dependente
- Doações realizadas a projetos incentivados
A organização prévia desses documentos facilita o preenchimento da declaração e diminui as chances de inconsistências com a Receita Federal. Para empresários, que geralmente possuem mais fontes de renda e movimentações financeiras, contar com orientação contábil pode ser essencial para garantir uma declaração correta e segura.