Quando o assunto é investir no crescimento do negócio, o acesso a crédito faz toda a diferença. Com a publicação da Portaria nº 273/25, em 30 de outubro, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte aumentou de R$ 150 mil para R$ 250 mil o limite máximo de crédito do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).
Na prática, isso significa mais fôlego para empresários que precisam de capital para reforçar o caixa, investir em estrutura, tecnologia, equipe ou expansão. Mas é importante entender que esse teto de R$ 250 mil não vale para todos os casos.
Pelas regras do programa, o valor do financiamento continua limitado a 30% da receita bruta do ano anterior. Ou seja, se a sua empresa faturou R$ 400 mil no último ano, o valor máximo de crédito pelo Pronampe será de R$ 120 mil, mesmo com o novo teto de R$ 250 mil.
Para empresas com menos de um ano de atividade, o limite é calculado de outra forma:
- até 50% do capital social, ou
- 30% da média de faturamento mensal desde o início da operação.
Há ainda uma condição mais vantajosa para negócios liderados por mulheres. Nos casos em que uma mulher detenha a maioria do capital social ou seja a administradora da empresa, o crédito pode chegar a:
- 50% da receita bruta do ano anterior, ou
- 50% do capital social ou 50% da média de faturamento mensal, quando a empresa ainda não completou um ano.
Em resumo: o novo limite de R$ 250 mil funciona como um teto geral, aplicado somente quando o percentual sobre o faturamento anual da empresa ultrapassar esse valor. Para o empresário, o ponto-chave é conhecer o próprio faturamento, fazer as contas e avaliar se faz sentido assumir esse crédito dentro do planejamento financeiro do negócio.